Rosa Alegria

Editorial
Novas realidades na ordem do dia

Bem-vindos a uma edição repleta de novas realidades.

Nosso desejo é motivá-los para conhecer o fascinante universo das mudanças para que o futuro que você deseja seja fruto de sua incansável busca pela inovação.

Para inovar é preciso adotar um novo olhar sobre a mudança. Examiná-la com profundidade é outro imperativo. Abrem-se então as cortinas das novas realidades com as quais você pode se encontrar mais cedo ou mais tarde no palco das estratégias robustas, dos planos pautados na sustentabilidade, na consistência das ações transformadoras.

Nessa edição você vai entrar em contato com a teoria das mudanças exponenciais, saber que estamos apenas na sétima etapa do período de expansão dos 27 anos, um amplo desfile de tendências e contratendências num florescer caórdico de novos comportamentos, a possibilidade de responder perguntas que os cientistas poderão responder somente daqui a 100 anos,concepções futurísticas em design e relacionamento humano nos novos ambientes de trabalho, as inovações científicas e tecnológicas reveladoras da potencialidade humana, sinais de alerta emitidos diretamente de nosso planeta devastado.

Para um contato pleno e produtivo com essas novas realidades, procure fazer 4 perguntas, que por si só já revelam em que condição você se encontra no processo permanente de mudanças.

O que você sabe que sabe? Faça uma lista e comprove que ela pouco garante o seu futuro.

O que você sabe que não sabe? Abre-se uma nova frente de evolução e oportunidades na sociedade do conhecimento.

O que você não sabe que sabe? É aí que reside a semente do despertar para o novo mundo que já nascendo.

O que você não sabe que não sabe?
A resposta a essa pergunta não vem dos processos tradicionais do conhecimento. É preciso transcender o plano racional e intelectual para conhecer os conhecimentos ocultos, que se perderam em percepções submersas no state of the art educativo e tecnológico. A intuição entra em cena para alcançar o novo patamar da inovação.

Para colocar as novas realidades na ordem do dia é preciso desconstruir o que sabemos, e reconhecer com real sinceridade, que é preciso desaprender, elevar a curva do esquecimento e abrir as comportas do nosso universo cognitivo para todas as novas realidades que estão na ordem do dia, nesse momento, aqui e agora.

Saudações futurísticas

Rosa Alegria,  futurista, pesquisadora de tendências, criadora e editora do Radar 21 . Para saber mais e conhecer a série de palestras sobre o futuro


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EVENTOS

ENCONTRO COM
O FUTURO
 de vítimas a
co-criadores

Com Rosa Alegria
Jornada de vivência
28 de julho - 5ª feira - 18h a 21h

O interesse pelo futuro tem permeado a evolução da humanidade. O futuro é um lugar real para o qual estamos todos direcionados, estando preparados ou não. Como se preparar para conviver com a imprevisibilidade e com a incerteza, que podem tornar-se forças influenciadoras de escolha frente à pluralidade de visões e possibilidades. Nesse encontro com o futuro, serão explorados os aspectos imprevisíveis das mudanças e de como desenvolver nosso pensamento prospectivo para nos anteciparmos às mudanças e criarmos o futuro que queremos para nós e toda a sociedade. Precisamos ter um olhar abrangente com relação ao que está por vir e acontecer. O futurismo não é uma ciência de se fazer previsões. A proposta essencial do futurismo é a exploração de alternativas, que são denominadas por futuros alternativos ou cenários. Através de exercícios prospectivos, vamos trabalhar com imagens de futuro, explorando a imaginação do que é possível, provável e preferível.

Taxa: R$ 30,00

Rosa Alegria é futurista, pesquisadora de tendências, graduada em Letras pela USP, curso de mestrado em Estudos do Futuro pela Universidade de Houston, vice-presidente do NEF - Núcleo de Estudos do Futuro da PUC-SP, editorialista do Radar 21, boletim de notícias do futuro, diretora da empresa Perspektiva - Tendências, Cenários e Estratégias.

Informações completas: www.palasathena.org
Inscrições na recepção da
Palas Athena ou pelo site

Associação Palas Athena
Rua Leôncio de Carvalho, 99 - Paraíso - São Paulo / SP
Tel. (11) 3266 6188 - www.palasathena.org

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Reflorestamento de Carbono
A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e a Office National Forêts (ONF Brasil) vai realizar o II Seminário do projeto de Reflorestamento para Seqüestro de Carbono no dia 19 de julho.
O encontro vai reunir professores, alunos e técnicos da UFMT, técnicos e dirigentes dos órgãos ambientais, instituições de ensino superior de Mato Grosso e organizações não-governamentais (ONGs).
Mais informações pelo telefone (65) 627 4344 ou pelos e-mails fsaonicolau@terra.com.br   e onfbrasil@terra.com.br

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Transvision 2005
TransVision 2005 vai ser a primeira conferência transhumanista realizada na América do Sul e no mundo em desenvolvimento. 
22 a 24 de julho
Caracas, Venezuela
Para saber mais sobre o Movimento Transhumanista 
visite:
 www.transhumanismo.org


  LIVROS

 “Radical Evolution: The Promise and Peril of Enhancing Our Minds, Our Bodies – and What It Means to Be Human” Joel Garreau (Doubleday). 384 pages, US$26.

Em “Radical Evolution”, o autor Joel Garreau, um jornalista e editor do Washington Post, mostra que estamos num ponto de inflexão da história. Através de avanços na engenharia, genética, informação, robótica e nanotecnologia, estamos alterando nossas mentes, nossas memórias, nossos metabolismos, nossas personalidades, nossa progenia – e talvez nossas almas.
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Thinking at Crossroads: In Search of New Languages (The Philosopher's Library)
Contribuições de : R. Argullol, J. Baudrillard, R. Cardoso de Oliveira, E. Carneiro Leao, B. Freitag, Z. Laïdi, C. Lévi-Strauss, R. Lima Lins, E. Lourenço, M. Maffesoli, E. Prado Coelho, M. Sodré, G. Vattimo

O pensamento contemporâneo pode continuar se expandindo no terceiro milênio? Os filósofos que contribuíram para esse trabalho tentam expor, cada um em seu diferente enfoque, as visões pelas quais a metafísica concebe a violência, a racionalidade ocidental que se considerar a detentora da verdade, e o pensamento que faz sombra num mundo alternativo impensável. Cada autor expõe reconsiderações sobre diferentes nuances de razão, história e tradição, que têm nutrido as realizações e fracassos aparecendo do encontro com o “Outro”.
 



Uma publicação de:


O Futuro em Ação

Parceria

 

Apoio




 

Edição: 01 de julho de 2005.

John ReneschA criação do futuro: escolhendo conscientemente um mundo melhor

O futuro acaba de chegar - substancialmente antes do previsto. Essas palavras estão enquadradas e emolduradas na minha biblioteca e posso vê-las todo dia. Elas me lembram que estamos criando nosso futuro, a cada momento, dia após dia, semana após semana, e que cada escolha que fazemos "agora" tem um efeito no futuro "mais tarde". Essas palavras também me fazem recordar que a decisão de não fazer algo, continua sendo uma escolha que irá afetar o futuro que nossos descendentes herdarão.
Quanto de nós poderia intencionalmente criar um mundo repleto de conflitos, dor e sofrimento como vemos hoje? Quantos de nós queremos um mundo onde exista tanta guerra, fome , violência e desonestidade? Ninguém nunca diz, "eu gostaria que o mundo fosse pior" ou "eu gostaria que existissem mais crianças morrendo de desnutrição". Que esperança existe de o futuro ser melhor do que aquele que se abre sem que tomemos ações baseadas em escolhas conscientes?

Se todos nós queremos um mundo melhor, por que temos esse mundo no qual vivemos? Qual é a explicação do porquê muita gente estar morrendo de fome quando existe comida suficiente para todo o mundo? Por que tantas pessoas clamam pela paz mundial, mas também apelam para a guerra tão facilmente? Por que reivindicamos por algo e ao mesmo tempo toleramos circunstâncias que irão resultar exatamente no oposto? Por que aceitamos atitudes que claramente nos levarão a um futuro não desejado? Se quisermos um futuro melhor, isso nos exigirá uma abordagem mais consciente, seguindo o conselho de Einstein de que precisamos pensar diferente se realmente queremos resolver nossos problemas.

Todos nós temos um impacto

"Criar o futuro" é minha frase para descrever como todos nós contribuímos para o futuro, mesmo somente "estando a postos" enquanto outros dizem e fazem coisas de que não gostamos. Você não pode ser um ser humano sem ter algum tipo de influência no futuro.

Leia mais (em português

Esse artigo foi traduzido por Rosa Alegria, editora do Radar 21 e diretora da Perspektiva – tendências, cenários e estratégias www.perspektiva.com.br

Sobre John Renesch: www.renesch.com

Um expert global em mudança organizacional e transformação social. Escritor, conferencista e pensador, acredita que o comércio é a chave para trazer ao mundo uma mudança na consciência da humanidade, uma possibilidade que permitirá com que ela transcenda o futuro inevitável.  Autor de diversos livros, “A conquista de um mundo melhor” é seu mais recente livro  lançado no Brasil, publicado pela editora Cultrix

John oferece diversas palestras corporativas. Veja lista de temas em: www.renesch.com/johntalkxtest.html 

Para receber gratuitamente sua newsletter mensal Better Future News: www.renesch.com/newsletters/ahax.html

John Renesch esteve no Brasil em 2004 e se reuniu com lideranças brasileiras na Willis Harman House.  Você pode obter a síntese do encontro nesse link 
 

Futuro I
Mudança exponencial

Por mais esquisito que possa parecer, a primeira pessoa poderá viver até mil anos já pode estar entre nós.
O primeiro computador que irá pensar como uma pessoa pode ser construída antes mesmo de que crianças que hoje estão na escola fundamental se formem na faculdade .
Por volta da metade desse século, nós poderemos estar tão acostumados com humanos criados pela engenharia genética ,como estamos hoje com o piercing.
Essas previsões parecem cômicas no período que se supõem que algum dia elas podem se tornar realidade, mas existe uma certa lógica para elas. Joel Garreau chama essa lógica de “a curva”.
A curva é uma força de crescimento exponencial que impulsiona o progresso tecnológico. Esse é o componente interessante da ingenuidade humana. O fato de que a computação está dobrando a cada cravados 18 meses durante as últimas 4 décadas é uma manifestação da “curva”
Essa rápida expansão também ocorre com a Internet e com as recentes tecnologias genéticas.
De acordo com a lógica inexorável da “curva”, se você quiser ter uma idéia de como nosso mundo estará sendo transformado radicalmente no decorrer do próximo século, o melhor caminho é olhar para trás e ver como se processaram as mudanças, não no século passado, mas no milênio passado.

Leia mais (texto em inglês)
 
Futuro II
Roger Cass, o último otimista

Roger Cass é o homem que inventou a idéia do “Long Boom” – a noção de que nós estamos apenas no sétimo ano dentro de uma expansão de 27 anos, as probabilidades que o mundo nunca tinha visto. O futuro, diz Cass, já está escrito. Tudo que precisamos é confiança para aceitarmos isso.
Toda manhã, examinando o mercado ou o macroambiente, Cass está procurando pela mesma coisa: as ondas. Nos últimos 30 anos, ele tem construído uma carreira através desse estudo em que as ondas trazem a mensagem da nova economia. Nelas estão os primeiros e mais rápidos sinais do que virá, como o futuro irá se revelar – como precisa se desvendar.
Através do estudo das ondas que Cass tem compilado ele pôde prever com total precisão os grandes eventos econômicos dos últimos 30 anos.
Nos anos 70, quando todos diziam que os países da OPEC poderiam fazer dos Estados Unidos um refém do alto preço do petróleo, Cass disse que o poder da OPEC iria enfraquecer e que os sauditas teriam sua economia entraria em décadas de paralisia.. Ele estava certo.
No fim dos anos 80, quando todos diziam que a ascensão do Japão representava o eclipse do poder econômico dos Estados Unidos, Cass pronunciou confidencialmente que esse país estava um ano distante da mais robusta recuperação econômica já vista. Ele também estava certo.

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Futuro III
Tendências e contratendências para além de 2005

Enquanto atitudes, percepções e comportamentos continuam formando tendências, e como indivíduos, as nações e o mundo se ajustam para mudar, algumas tendências se tornam em características culturais, observa Marita Wesely-Clough, analista de tendências da Hallmark.

Segundo Wesely-Clough, uma tendência social se torna um componente de uma cultura quando ela permanece de cinco a oito anos ou mais. Contratendências podem vir à superfície, se fortalecerem e eventualmente suplantar uma tendência cultural estabelecida.
O Nascer do Sol Oriental

A influência da China e do Pacífico irá aumentar significativamente, indo além do reino da filosofia ou da estética. Os assuntos políticos e sociais nascidos no Leste terão impacto nos mercados financeiros globais com uma extensão maior que no passado , com o modelo de produção manufaturado de baixo custo, tornando os métodos de manufatura hi-tech obsoletos.

Contratendência: inúmeras contratendências

Assoberbado e atônito pela inatividade, como um animal selvagem no meio da cidade, a cultura norte-americana pode entrar no caos impedindo os consumidores dependentes de barganha, levando empresas a terceirizar, fazendo com que a classe média asiática adote o conceito de coletividade e terceirize o terceirizado.

Coletivo Cultural

A nação é a vizinhança e o mundo é a porta ao lado. O desejo humano de se vincular, de fazer parte de algo, de apoio, está ingressando em novos caminhos assim como a comunicação instantânea estende-se a todos.
Novas descobertas científicas, sucessos médicos (assim como a bem sucedida separação de irmãos siameses), a excitação mundial gerada pelas missões espaciais, e novas descobertas sobre o nosso universo serão motivos de celebração, rompendo os limites arbitrários das fronteiras entre as nações.

Contratendência: isolacionismo individual

Uns intermináveis desfiles de desastres naturais, internacionais, nacionais e pessoais, estarão nas manchetes do dia, com incompreensível impacto sobre indivíduos tem provocado um sentimento como se um nervo exposto não pudesse mais funcionar.

Sociedade Malabarista

Se você não foi pego, se ainda não aconteceu... na sala de aula, na estrada, no campo de futebol, prepare-se. Está mais para quem ter o melhor time do que para quem é inocente ou culpado. O fim pode facilmente justificar os meios, e as pessoas irão sempre fazer o que puderem para se safar.

Contratendência: Mudança de paradigma

Observe padrões de comportamento evidenciados pela ética, sendo ensinados em avançadas escolas de negócio, caráter sendo ensinado nas escolas primárias, códigos de lei reforçando padrões de decência, e mais pessoas dirigindo-se a organizações religiosas na busca pela totalidade.

O apelo às mentes simples

Apesar das forças polarizadas (polarizing forces), a natureza da cultura da instantaneidade e a necessidade de segui-la, requer “simplicidade mental” que mantenha o status quo. Assim como em qualquer organização hierárquica (governo, grupos religiosos, o exército, as corporações, etc.) o mecanismo avança de forma mais suave quando facções estão ausentes.

Contratendência: Novas Soluções, Novos Sistemas:

O progresso cultural pode depender de novos insights, novas soluções e sistemas. Demissões em massa, escândalos corporativos, descrença dos líderes, a ascensão da tecnologia, um mundo menor, medo e receio das culturas não democráticas, etc. Tudo isso somado a soluções falidas de velhos problemas e estenógrafos verbais para indicar “é assim que sempre foi”, estabelece o estágio de emergência de novas direções, novos pensamentos, e nova liderança.

Nação da Ostentação: Mais é Mais

Observe o esforço contínuo e intenso pela busca do luxo. As pessoas vão estar buscando pela melhor e mais fabulosa bolsa, casaco, carro, cachorro, programação de férias. Existirá uma crescente pressão por parte dos consumidores para se distinguirem da massa.

Contratendência: Bastante é o bastante

Por ter um padrão de vida muito melhor que outras sociedades, os norte-americanos, fomentam a idéia de que “têm o suficiente”.
Observe as pessoas de todas as idades para reduzir e simplificar, para garantir que eles tenham tempo para investir no que importam – amigos, família, seus legados.
Aqueles próximos da aposentadoria seguirão essa tendência.

Leia mais tendências e contratendências (texto em inglês)
 
Futuro V
Empreendimentos antenados nas tendências

De acordo com o responsável pela área de blogs na Sun Microsystems, os empreendimentos poderiam aprender mais através da rápida adoção dos consumidores pelas redes de smartphones e pelos blogs. Mas existe muito mais para destacar do que esses habituais sinais captados pelas tendências. São os smartpphones que irão construir redes confiáveis de pesquisa e que encabeçam a trilha das tendências, afirmam os executivos da área de tecnologia. “Cada um está na rede, via e-mail, telefones celulares”, diz Jonathan Schwartz, Presidente da Sun, que também tem um blog. “A questão fundamental a respeito dos blogs é que eles são fundamentais se você quiser estar à frente”, disse o executivo durante o seminário Supermova 2005. Mas “autenticidade é crucial. Tenho visto outros executivos contratando gente para desenvolver seus blogs”.

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Ciência I

As 125 perguntas da ciência do futuro

A revista científica norte-americana "Science" comemorou seus 125 anos com a publicação de 125 grandes perguntas que deverão ter suas respostas daqui a 100 anos. Veja as 25 perguntas mais importantes:

- De que o Universo é feito?
- Qual é a base biológica da consciência?
- Por que os humanos têm tão poucos genes?
- Até que ponto há um elo entre variação genética e saúde?
- As leis da física podem ser unificadas?
- Quanto a vida humana pode ser aumentada?
- O que controla a regeneração de órgãos?
- Uma célula de pele pode virar um neurônio?
- Como uma única célula "adulta" pode gerar uma planta inteira?
- Como o interior da Terra funciona?
- Estamos sozinhos no Universo?
- Como e onde a vida na Terra surgiu?
- O que determina a diversidade das espécies?
- Que mudanças genéticas nos tornaram humanos?
- Como as memórias são gravadas e recuperadas?
- Como o comportamento cooperativo evoluiu?
- Como dar abrangência às descobertas da biologia molecular?
- Até onde podemos levar a automontagem química?
- Quais são os limites da computação convencional?
- Podemos desligar seletivamente respostas imunológicas?
- A incerteza quântica tem fundações mais profundas?
- É possível criar uma vacina contra o HIV?
- Quão quente será o mundo-estufa?
- O que pode substituir o petróleo, e quando?
- Malthus continuará errando?

Para conhecer todas as 125 perguntas clique aqui
 

Ciência II
Pesquisadores reproduzem pele humana em laboratório pela 1ª vez no Brasil

Pesquisadores da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) conseguiram pela primeira vez no país reproduzir a pele humana em laboratório. A descoberta abre caminho para o tratamento sem rejeição em pacientes com úlceras, queimaduras e lesões ou em testes farmacológicos e de novos cosméticos.

O estudo é também o primeiro a ser publicado sobre o tema na literatura mundial, segundo a coordenadora da pesquisa, a dermatologista Beatriz Puzzi. O método foi apresentado em dois congressos, entre eles o 4º Congresso Mundial de Banco de Tecidos, realizado em maio no Rio de Janeiro. Na ocasião, o estudo recebeu o prêmio de pesquisa inovadora.

A pele é o maior órgão do corpo humano e responsável por, em média, 16% do peso corpóreo total do indivíduo.

A pesquisa levou cinco anos e teve início com estudos desenvolvidos pela dermatologista com cultura de células da pele. Atualmente, os procedimentos são diversos e são feitos desde enxertos com substitutivos dérmicos até peles de cadáver fornecidas por bancos de pele. Esses métodos, no entanto, apresentam risco de rejeição ao paciente.

"A vantagem do novo método é de que um pedaço da pele é retirada do próprio paciente, eliminando o risco de rejeição", disse a pesquisadora.

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Economia I
Compradores on-line temem perda da identidade

Os negócios on-line podem ser “mordidos” pelo roubo de identidade, alerta um novo relatório do The Conference Board.
Mais de 13% dos usuários da Internet dizem que eles próprios ou alguém em sua família têm sido vítimas de roubo de identidade, e a quebra de sigilo de relatórios de segurança de informação no Citigroup, Bank of America, Wachovia, e outros, estão criando ansiedade na mente dos consumidores.
Dentre as coisas que os usuários de computador estão fazendo para se proteger está a instalação de software de segurança adicional nos seus PC’s, lendo comunicados de privacidade, a solicitação de diversos endereços de e-mail. Mais de 40% diz estar fazendo menos compras on-line.
“Consumidores têm avançado para uma postura de precaução,o que é uma boa coisa”, diz Lynn Franco do The Conference Board. “O lado ruim é o impacto negativo para os varejistas on-line que pode diminuir o crescimento do comércio eletrônico”.

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Economia II
Agricultura brasileira pode alimentar o mundo

O jornal britânico Financial Times afirma nesta quinta-feira que "o interior do Brasil está gerando fazendas que podem alimentar o mundo".

Uma reportagem especial de uma página destaca a força do setor exportador agrícola brasileiro e a "astuta" utilização que o país vem fazendo dos mecanismos para resolver disputas comerciais na Organização Mundial do Comércio (OMC).

"O Brasil está para a agricultura assim como a Índia está para a terceirização de serviços, e a China, para a indústria: uma potência cujo tamanho e eficiência poucos competidores podem igualar", diz o texto.

Mas a reportagem também ressalta as dificuldades que ainda são encontradas pelo setor, principalmente por causa da falta de infra-estrutura, e queixas de produtores de outros países de que a agricultura brasileira está se dando bem porque compete de forma injusta, graças a subsídios e a padrões ambientais e trabalhistas que deixam a desejar.

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Trabalho I
O seu escritório em 2020

Estamos em 2020 e você está sentado à mesa para começar o dia de trabalho. À primeira vista, seu escritório não parece muito diferente de como era há 15 anos, em 2005.
Mas dê uma olhada mais de perto e você notará inúmeras mudanças, incluindo sensores e displays embutidos na mobília, que sabem quando você chega ao escritório e que irá criar automaticamente a formatação do seu computador.
O papel de parede, ou imagens ao redor irão pelo menos mudar de cor ou de formato de acordo com seu humor e preferência, fazendo com que seus colegas saibam se você pode ser interrompido ou não.
Você irá se comunicar com o seu computador muito mais pelo comando de voz do que através da digitação.
Por volta de 2020, a tecnologia terá progredido de tal forma, que o reconhecimento de voz pelo computador irá superar o dos humanos.

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Trabalho II
O dragão de duas cabeças está de volta

Muitos empregadores não estão prestando atenção. A falta de sensibilidade está para provocar sérios danos nas suas áreas de recrutamento.

No final dos anos 90, as empresas enfrentaram o dragão de duas cabeças, ou seja, a falta de mão de obra qualificada e um mercado de mão de obra vendedor. Com um grande número de vagas disponíveis, as pessoas talentosas puderam - e assim o fizeram - pegar as oportunidades que elas queriam com as empresas que ofereciam o melhor pacote. Este pacote sempre incluía o item: como os funcionários eram tratados.

Na medida em que os recrutadores foram ficando mais sensíveis com as condições do mercado de trabalho, começaram a cortejar os candidatos desejados. Na verdade, para assegurar suas reputações neste ambiente altamente competitivo, os profissionais de recursos humanos mantêm um alto nível de comunicação com seus candidatos. Alguns destes trabalhadores serão contratados; outros não, mas contarão suas experiências para outros candidatos. Na medida em que potenciais candidatos compartilham suas experiências - boas ou más - com seus colegas que também estão procurando emprego, as empresas ficam preocupadas com a "propaganda boca a boca". Se a empresa estiver com uma má reputação devido ao tratamento dado aos candidatos, os melhores talentos não irão sequer ter a preocupação de se candidatar às vagas em aberto.

Ao longo dos últimos quatro ou cinco anos, as empresas tenderam a ignorar a questão do relacionamento interpessoal. Este mau comportamento tem prevalecido tanto com os funcionários como com os candidatos. As condições mudaram, mas as empresas ainda precisam fazer ajustes importantes.

O dragão de duas cabeças está de volta. Estamos enfrentando a falta de uma série de habilidades, criando escassez em diversas profissões, fato este que já é mais crítico daquilo que foi visto e vivido há uma década. Na medida em que voltamos a um mercado vendedor, a rotatividade começa novamente. Executivos continuam a nos relatar que encontrar - e manter - trabalhadores de valor é uma das três maiores preocupações que os mantém acordados durante a noite.

Os candidatos que buscam empregos falam sobre a maneira que estão sendo tratados. De uma forma incrível, poucas empresas tem a cortesia de confirmar com candidatos potenciais o recebimento de seus currículos, agradecendo o tempo que dedicaram para serem entrevistados, ou então lhes dando uma satisfação de que vaga foi preenchida ou que não existe mais. As empresas que agirem de forma descortês descobrirão rapidamente que seus concorrentes estão recrutando os trabalhadores mais desejados, em função apenas da consideração a demonstrada eles. Educação, atitudes e maneiras fazem a diferença no mercado de trabalho de hoje.

Fonte. Trend Allert Ano VI - 181
 
Meio Ambiente
ONU constata que situação brasileira piora

"No Brasil o mais preocupante é o meio ambiente – e dentro do meio ambiente, o saneamento básico é particularmente grave. É uma das piores situações do continente e da região", afirma Carlos Lopes, coordenador das Nações Unidas no Brasil, ao se referir à avaliação do cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) pelos países da América Latina e Caribe. O relatório mostra que o Brasil foi o único país em que parcela da população rural com acesso ao saneamento diminuiu. Passou de 37% em 1990 para 25% em 2002, portanto com uma queda de 12 pontos percentuais.

Segundo o ex-ministro das Cidades, Olívio Dutra, os investimentos nas áreas de saneamento e também em habitação tem aumentado, mas ainda há muito por fazer. "Essas são questões estruturais, antigas, enraizadas, que não são resolvidas magicamente. As políticas que o ministério das Cidades tem desenvolvido na área de habitação e saneamento disponibilizam recursos para os municípios, estados e movimentos sociais muito maiores do que se disponibilizou em um momento imediatamente anterior, mas precisamos investir muito mais", destaca o ex-ministro.
Aumentar o número de pessoas com acesso à água potável é outro desafio para o país. Embora a publicação afirme que o Brasil está próximo do cumprimento da meta, faz a ressalva de que a cobertura é relativamente baixa se comparada com os demais países da América Latina e Caribe.

Na região urbana brasileira, 86% da meta foi cumprida. Subiu de 93% para 96% a proporção da população que tem acesso a uma fonte de água segura entre 1990 e 2002. No entanto, na zona rural, apenas 13% da meta estabelecida de reduzir pela metade a parcela da população sem acesso á água potável foi cumprida. O aumento foi de 55% para 58% nos últimos 15 anos.

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Energia I
Consumo de energia registra maior aumento em 20 anos

O consumo de energia no mundo aumentou 4,3% no ano passado, o maior aumento desde 1984 e a maior elevação em volume já registrada, segundo dados da empresa petrolífera BP.
A aceleração da queima de combustíveis fósseis também contribuiu para o maior aumento absoluto na emissão de gases de carbono, que contribuem para o efeito estufa.
O crescimento acelerado das economias asiáticas foi responsável por boa parte do aumento no consumo de energia. O consumo da China aumentou 15,1% em 2004, e o da Índia, 7,2%.
“O crescimento da demanda mundial por petróleo tem sido maior que o crescimento da capacidade de produção, reduzindo o nível de capacidade ociosa. Essa tem sido a causa fundamental dos aumentos no preço do petróleo que temos visto”´, afirmou David Allen, diretor-executivo da BP.
O petróleo fechou cotado ontem a US$ 55 na Bolsa de Nova York, com a expectativa do setor quanto à decisão a que irá chegar hoje a Opep sobre sua cota de produção, em 27,5 milhões de barris/dia.

Fonte: Diário do Nordeste
 
Energia II
Geórgia encontra nas vacas fonte de energia

Fazendeiros estão driblando a crise global de gás armazenando esterco em reservatórios subterrâneos Zhuzhuna Didebashvili sonha com aquecimento, chá quente e esterco de vaca. A agricultora de 46 anos do minúsculo vilarejo nas montanhas de Akhaldaba acha que as vacas poderão ser a fonte de energia segura que a protegerá dos caprichos do mercado de gás global. "Todas as manhãs, antes de ir trabalhar na fazenda, fervo chá ou leite neste fogão a gás e tudo vem das vacas que crio", disse, apontando para um encanamento que conecta o fogão a um reservatório subterrâneo onde deposita o esterco das vacas.
Agitando vigorosamente o reservatório todos os dias, ela ajuda a mistura insalubre a se decompor e produzir o gás metano que aquece seu chá.O gás ajuda a mantê-la imune à escassez de energia que atormenta o país desde o fim da União Soviética, quando a Geórgia ficou incapacitada de suprir-se de energia. A maioria dos georgianos não tem recursos para comprar a energia da Rússia ou da Armênia. Elisabed, vizinha de Zhuzhuna, tem só três vacas mas, entusiasmada com o exemplo, construiu um fogão.
Só cerca de 140 domicílios na Geórgia usam fogões que funcionam com gás extraído do esterco bovino. Mas para essas famílias tem sido uma importante inovação que facilita cozinhar usando gás em lugares distantes demais para terem um fornecimento regular.
Nove casas de Akhaldaba, um vilarejo a 25 quilômetros da capital, Tbilisi, onde a usina elétrica foi saqueada no caos pós-soviético - obtêm gás de suas vacas. As outras casas dependem de lenha. "Antigamente, eu precisava de dois caminhões de lenha para aquecimento e para cozinhar, agora preciso de só um caminhão", disse Elisabed.
Zhuzhuna sonha em possuir um número suficiente de vacas para acionar um gerador, mas avalia que isso pode demorar muito tempo. "Isso é apenas um sonho. Para obter eletricidade, talvez eu precise de umas cem vacas; eu me tornaria uma verdadeira pecuarista."

Ela deve agradecer a Avtandil Bitsadze, um engenheiro que perdeu o emprego numa fábrica e inventou os fogões como uma forma de contornar as freqüentes crises de energia.
Ele até conseguiu apoio do Banco Mundial para suas usinas, cuja construção custa cerca de US$ 2 mil. "Construí as primeiras usinas de energia em 1994. A demanda por tais usinas surgiu na região oeste da Geórgia, onde os camponeses mantêm mais vacas do que no leste", disse Bitsadze, informando que pegou a idéia de usinas parecidas na Grã-Bretanha e na China. "Não inventei este dispositivo. Só adaptei ao clima mais frio da Geórgia."As usinas podem ser ampliadas para permitir que os agricultores aqueçam sua casa, embora isso exija cerca de 20 vacas. "É uma forma muito fácil de obter energia. O gás pode ser produzido a partir de qualquer coisa que se decomponha", disse Bitsadze.
O Ministério da Agricultura da Geórgia planeja financiar só mais 65 usinas, o que vai substituir apenas uma minúscula fração dos 1,2 bilhão de m3 de gás natural que a Geórgia importa da Rússia anualmente. Mas Bitsadze pensa grande. "Se 240 mil famílias da Geórgia decidirem construir minhas usinas, o país conseguirá obter um extra de 200 milhões de m3 por ano."

Fonte: Estadão

 
Tecnologia I
Chips do futuro

O tamanho do rádio CQ-TX5500 da Panasonic pode fazer com que os saudosistas destruam aquele porta-trecos no painel do seu carro, mas vale a pena.

Figurinha fácil em academias e parques, os MP3 players portáteis da Nike Philips podem estar com os dias contados. Isso porque a fabricante holandesa anunciou que não pretende renovar o contrato, que vence no fim deste ano. Sendo assim, o modelo PSA200, que acaba de ser lançado, já pode virar item de colecionador. O design esportivo, resistente a choques, com formato redondo e pequeno continua o mesmo, ideal para ser preso no braço ou na cintura enquanto o proprietário faz os exercícios sem ter problemas com fios.

Leia mais (em português)
 
Tecnologia II
Americanos criam scanner para vinhos

Com a ajuda de cientistas da Universidade da Califórnia, o norte-americano Eugene Mulvihill construiu um scanner de vinhos. A tecnologia foi desenvolvida originalmente por Matt Augustine, um químico da Universidade, e Mulvihill comprou uma licença da escola para comercializá-la. Foram gastos US$ 50 mil no seu desenvolvimento, mas Mulvihill garante que encontrou a solução para as pessoas escaparem de uma roubada na hora de adquirir a bebida.
O scanner consegue determinar a composição química do vinho sem que seja necessário abrir a garrafa da bebida. A tecnologia utilizada é a mesma ressonância magnética usada em scanners para fins médicos.
Se não for conservado adequadamente, o vinho pode se transformar em uma espécie de vinagre e colocar a perder um alto investimento. O scanner pode identificar os componentes químicos que tornam ruim o gosto do vinho, como o ácido acético e aldeídos ácidos. Eles absorvem as ondas magnéticas do aparelho em uma quantidade diferente da que seria caso a bebida estivesse em bom estado.
A indústria do vinho movimenta cerca de US$ 21 bilhões em todo o mundo anualmente, e anda mais competitiva do que nunca, com a entrada no mercado de marcas vindas de regiões menos tradicionais, como a Argentina e a Califórnia. Por isso, o scanner seria bem vindo, mas ainda não há previsões sobre a sua utilização comercial.

Fonte: Revista Magnet
 
Tecnologia III
Japoneses lançam fechadura controlada por celular

Se depender da "Mita Home KK", uma empresa que aluga e vende imóveis, os japoneses continuarão como um dos povos mais tecnológicos do mundo. A companhia vai disponibilizar uma fechadura onde não há lugar para chaves, a única maneira de destravá-la é usando um comando do telefone celular.
A empresa acredita que o produto trará problemas aos ladrões, que em uma tentativa de roubo não acharão o buraco da fechadura. O aparato custará aos japoneses cerca de 35 mil ienes, ou R$ 740.

Fonte: Terra Tecnologia
 
Tecnologia IV
Casa noturna de Barcelona injeta chip nos clientes

Uma cápsula de vidro do tamanho de um grão de arroz (1.3mm por 1mm) é injetada debaixo da pele de quem entra na ala VIP de uma casa noturna.

A Identificação da Freqüência de Rádio é geralmente usada para rastrear animais em seu habitat, mas aqui os bichos são outros: os freqüentadores.

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Sociedade I
As moradias de amanhã serão flexíveis, móveis e plenas de vída

Três poderosas forças demográficas estarão criando a habitação do futuro, determinando quem irá adquirir as moradias, onde irão comprar e como elas serão. Experts em demografia declaram que nos Estados Unidos, a maior parte do crescimento das moradias será impelida pelos imigrantes e pelos hispânicos. Os “não-brancos”  serão a metade da população americana em 2050, e são eles que irão ditar as tendências de habitação, declararam especialistas.

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Sociedade II
O design que ajuda a emagrecer

Qual a influência do design e a responsabilidade de designers nos hábitos alimentares das pessoas? Muita, segundo mostra a exposição “Valeu Meal: Design and (over) Eating”, que fica até agosto no Centro de Arquitetura. Paralela à exibição, o Centro ainda promove no início de julho o debate “Design and Food, Shapind The Way We Eat”. Ou seja, como ao desenhar objetos cada vez maiores, como copos gigantes de refrigerante, fast food, ou ainda cadeiras e estofados com assentos grandes, designers contribuem e facilitam a crescente epidemia de obesidade que se vê, não só nos Estados Unidos, como no resto do mundo. Mas ao invés de propor aos designers a busca por soluções, os curadores Laetitia Wolff e Aric Chen queriam 20 trabalhos que alertassem consumidores sobre o quê, como e o quanto se come. O resultado mescla tecnologia e design, como o bonito colar de Eric Chan. Com um sensor, o pingente, colocado a menos de 5 cm do prato, alerta, através de vibrações sutis, que tipo de partículas, carboidratos, calorias, sódio e colesterol compõem a comida, ou ainda a taxa de bactérias no alimento. Já as Sandals Scale, de Scott Henderson, funcionam como uma balança, mostrando num dos pés um display com o peso, e no outro a quantidade de gordura no corpo. A idéia é que a pessoa controle durante todo o dia o quanto ingere, reduzindo assim o ganho de peso. O grande destaque mesmo são os adesivos Crave Aid, da Ideo. Seguindo o mesmo conceito dos adesivos de nicotina, trazem o desenho de tentações que provocam o desespero das pessoas, como doces e sanduíches. Colocado na pele, o adesivo supre a loucura momentânea pela guloseima.

Fonte: Upnews Arquitetura e design
 
Sociedade III
Uma segunda oportunidade para os menos jovens

A geração pós-guerra (Baby Boomer Generation) não irá se aposentar em massa. De fato a maioria das pessoas desta importante geração, nascida entre 1946 a 1964, continuará na ativa por muitos anos. Nós esperamos que estes trabalhadores permaneçam no mercado de trabalho - não importa o regime - até seus 70, 80 ou até mesmo os 90 anos. Os incentivos para que estas pessoas continuem trabalhando estão crescendo.

Um incentivo importante para esta geração nos Estados Unidos e em outros países, é o conjunto de valores que carregam. Com a crença de que sendo membros produtivos da sociedade, elas querem continuar a contribuir com seu trabalho - como empregados e como voluntários. Existem outros dois fatores importantes que motivará trabalhadores na faixa dos 40, 50 e 60 anos para permanecerem no mercado de trabalho. Uma é a necessidade de receita, especialmente entre aqueles que perderam dinheiro no mercado de ações e com as dívidas de alguns planos de pensão. O outro motivador é a oportunidade - uma crescente necessidade por trabalhadores habilitados e educados gerada pelo crescimento econômico. Desafiadas pela insuficiência de trabalhadores qualificados, as empresas irão avidamente recrutar trabalhadores mais velhos.

A escassez na força de trabalho está causando sérios problemas para muitos setores empresariais, incluindo a área de saúde e tecnologia de informação. Uma outra preocupação séria é a escassez de bons professores. Professores têm abandonado a profissão, devido à frustração, falta de apoio, ou mesmo pelo fato de que ao invés de lecionar são obrigados a lidar com problemas comportamentais dos alunos, além de terem de passar por testes periódicos. Muitas escolas de bairro têm lançado mão de pessoas não certificadas - algumas até sem curso universitário - para substituir estes professores.

As escolas públicas e particulares terão que se tornar mais criativas e inovadoras nos próximos anos, no que tange a formas de atrair e manter a qualidade dos professores necessários para lidar com as dificuldades e demandas dos jovens nos dias de hoje.

O Estado da Florida parece que achou uma solução. Os professores daquele estado são encorajados a se aposentar e, depois de começar a receber sua aposentadoria, voltam a lecionar e receber seus salários. Este benefício resulta em uma renda maior e tem conseguido manter os professores mais experientes. A oportunidade para estes professores se apresenta melhor ainda, uma vez que os mesmos podem obter uma segunda aposentadoria se trabalharem por mais seis anos.

Fonte: The Herman Group
 
Sociedade IV
População da Rússia pode cair um terço até 2005

A população da Rússia está diminuindo num ritmo cada vez mais rápido, de acordo com a agência de estatísticas oficial do país. Segundo os cálculos, o declínio equivale à morte de cem pessoas a cada hora.

O tema recebeu atenção internacional, com um alerta da Organização das Nações Unidas (ONU) de que a população russa pode diminuir em um terço até a metade do século.

Especialistas sugerem que o crescimento econômico e melhores padrões de vida poderiam reverter o quadro.

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Sociedade V
Terra já tem quase 6,5 bilhões de habitantes
da France Presse, em Paris

A Terra é habitada atualmente por cerca de 6,5 bilhões de pessoas, segundo estimativas dos demógrafos que em julho se reunirão na cidade francesa de Tours (centro) para estudar os grandes desafios da população mundial.

No total, o planeta Terra tem 6,477 bilhões de habitantes, segundo o Instituto Nacional de Estudos Demográficos (Ined) francês, que publica estes números em uma edição especial de sua revista "População e Sociedades", correspondente ao bimestre julho-agosto.

Esta população está distribuída de forma muito desigual na superfície terrestre. "Os seis países mais populosos' (China, Índia, Estados Unidos, Indonésia, Brasil e Paquistão) totalizam 3,3 bilhões de habitantes, mais da metade do total mundial", disse Gilles Pison, demógrafo do Ined.

De cada cem pessoas que vivem no mundo, 61 estão na Ásia, 14 na África, 11 na Europa, nove na América Latina, cinco na América do Norte e menos de uma na Oceania.

As disparidades afetam também a expectativa de vida, que é de apenas 36 anos no Zimbábue, enquanto no Japão (que ocupa o primeiro lugar da lista), chega a 82 anos.

Espera-se que ser humano de número 6,5 bilhões nasça em dezembro na Ásia, onde se registram 60% dos nascimentos, disse Catherine Rollet, presidente do comitê organizador do Congresso Internacional da População, que reunirá 2.000 cientistas de todo o mundo entre 18 e 23 de julho. em Tours.

Segundo os especialistas, o aumento exponencial da população --1 bilhão em 1800, 2 bilhões em 1930, 3 bilhões em 1960, 4 bilhões em 1974, 5 bilhões em 1987, 6 bilhões em 1999-- continuará, porém de forma mais lenta.

"Os demógrafos da ONU (Organização das Nações Unidas) mostraram que a população mundial passaria de 6,5 bilhões para 9 bilhões ou 10 bilhões em 2050", disse Rollet.

Na opinião da cientista, "o máximo crescimento demográfico foi alcançado no curso da década de 1960" porque a maioria dos países fizeram nesta época sua "transição demográfica", passando de taxas de natalidade e mortalidade muito elevadas a outras bastante baixas. "Os países europeus experimentaram esta transição a partir do século 18, enquanto os países em desenvolvimento a enfrentaram após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945)", acrescentou.

Mas, apesar do crescimento ter sido mais lento no século 20, a população terrestre somará outros 3 bilhões de indivíduos em 50 anos, tendo como pano de fundo uma distribuição desigual da riqueza e crescentes problemas ambientais.

"Três bilhões é muito, mas, ao mesmo tempo, é algo manejável", segundo Rollet, para quem "este crescimento ocorrerá em alguns países da Ásia e, sobretudo, da África". "De acordo com os agrônomos, a Terra é potencialmente capaz de alimentar um número ainda maior de habitantes, entre 10 bilhões e 15 bilhões. É uma questão de distribuição de recursos, mais que uma questão de quantidade da produção", disse.

"População, Ambiente e Saúde" será um dos temas abordados no congresso de Tours, assim como família, saúde sexual, Aids, envelhecimento demográfico e migrações internacionais.
 
Inside
Um programa que inicia uma nova era na TV

Numa época em que ligar a televisão quase sempre exige estar preparado para más notícias - denúncias de corrupção, violência, guerra -, a idéia de um programa que mostre histórias de sucesso de pessoas, empresas e governos comprometidos com o desenvolvimento sustentável,práticas de responsabilidade social e respeito aos indivíduos e ao meio ambiente pode até parecer delírio de telespectador insone. Tal proposta,no entanto, já é realidade para cerca de 100 milhões de americanos que, desde abril, podem assistir ao "Ethical Marketplace", transmitido pela rede pública PBS (Public Broadcasting System).


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Marketing I
Era da abundância requer inovação

Você pode ter a melhor e mais inovadora equipe, mas ainda existem mercados diluídos lá fora, pautados em marcas sósias e serviços idênticos. O desafio é entrar na sintonia fina do processo do marketing que não somente irá reenergizar a produção para também produzir uma nova dimensão em design, qualidade e valor, e construir uma identidade única.

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Marketing II
A década da propaganda online

A DoubleClick, empresa de pesquisa norte-americana publicou um estudo retrospectivo sobre a década da propaganda on-line que oficialmente começou com o banner da AT&T na revista Wired. Passados dez anos, a DoubleClick prevê: “A nova cara da propaganda está revelada no entretenimento, mais informativa, mais atual, mais relevante, mais autêntica, e mais em sintonia com os consumidores”. Para uma olhada nostálgica e um olhar otimista sobre o futuro leia  o estudo completo (texto em inglês).
 

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